RESENHA | Novembro de 63, Stephen King
Eu começo, aí sumo e recomeço novamente (como se o hiato não tivesse acontecido).
O fato é: eu amo ler, falar sobre livros e amo o King. Devo dizer que 11.22.63 é um dos meus favoritos. Minha leitura anual obrigatória.
Então vamos fingir que nenhum tempo se passou e passar direto pra resenha.
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Jake Eppping é o típico professor americano mal pago, uma turma de alunos que mal prestam atenção em suas aulas e entediado daquela vida. A noite ele leciona pra adultos na mesma escola.
Foi em uma dessas aulas que sua vida começou a mudar, em uma de suas atividades, ele pediu para que seus alunos escrevessem sobre “o dia que minha vida mudou”. Nada o preparou para o texto de Harry Dunning. De dia Harry limpava os corredores da escola e era frequentemente hostilizado pelos alunos, mas a noite, seus olhinhos ansiosos buscavam aprovação de seu professor. O texto em questão, cheio de erros ortográficos e uma emoção pesada, tocou Jake. Ele descrevia a noite de halloween em que seu pai violento fez uma verdadeira carnificina em sua casa. Contou que seus irmãos e mãe não sobreviveram e ele ficou com uma sequela permanente - na alma e na perna.
Epping se emocionou e Harry se formou com aplausos calorosos de seu professor.
Enquanto isso a vida de Jake parecia totalmente instável e desmoronando. Uma das únicas coisas que ele ainda apreciava era o hambúrguer do Al, seu amigo, dono de restaurante que vendia carne que era saborosa, mas com o preço extremamente baixo.
Porém tudo mudou quando Al o recebeu como de costume, foi à dispensa e, quando voltou, parecia ter envelhecido 20 anos em 2 minutos. Enquanto Jake olhava atônito para o amigo, Al mostrou uma coisa que parecia utópica demais. Ali na dispensa, depois de alguns passinhos de bebê, Jake caiu. Caiu em 9 de setembro de 1958. Andou alguns passos, parecia que ninguém notara a chegada dele, exceto o “homem do cartão amarelo” que dizia que ele não deveria estar lá.
Jake voltou assustado e confuso, em 2011 tinha passado apenas 2 minutos embora ele tinha ficado mais que isso com certeza e então Al lhe contou o plano. O plano de impedir o assassinato de John F. Kennedy em 22 de novembro de 1963.
Embora tenha achado maluquice, balela, após uma sequência de fatos, ele resolve ir nessa jornada. Volta para 9 de setembro de 1958, às 11h58 e, por incrível que pareça ele descobre que sua vida tem sentido no passado, porém há uma coisa sobre o passado: ele não quer ser mudado. Jimla!
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Este livro tem tantas camadas e toda vez que eu leio descubro mais. Ele faz referências a um certo palhaço, até encontramos a Beverly durante a leitura.
É um terror soft, mas extremamente pesado. Fala sobre amor, sacrifícios e medo. Mais que uma viagem ao passado, é um presente.
Foi adaptado para uma minissérie com 8 episódios e James Franco como Jake e uma nostalgia gostosa de se ver.


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