RESENHA: Marina, Carlos Ruiz Zafón
Meu primeiro contato com Zafón foi em “A Sombra do Vento” (resenha pendente) e me apaixonei logo de cara com sua narrativa
Em Marina, Zafón conta que “(...) estava tentando escrever o tipo de romance que gostaria de ter lido na infância, mas que também continuaria a me interessar aos 23, 40 ou 43 anos de idade.”
E deu certo o livro me encantou de forma que, sua história por vezes ecoa em minha cabeça antes de dormir. Volto ao livro sempre que preciso de um conforto (embora eu sempre me acabo em lágrimas).
A GENTE SÓ SE LEMBRA DO QUE NUNCA ACONTECEU
Óscar Drai desapareceu por 7 dias e é assim, logo de supetão que a história começa. Sua vida acontece dentro do colégio, mas a vida verdadeira é fora das paredes, onde se torna explorador de uma Barcelona misteriosa, mas com muitas cicatrizes. Ele acaba indo parar em uma mansão que parecia abandonada, exceto pelo gato que o fitava. Após um debate consigo mesmo entrou na mansão envolta em mistério e neblina ao som de uma voz angelical. Após uma série de eventos que o levou a roubar um relógio, Óscar voltou correndo ao colégio com a consciência pesada e uma centelha de curiosidade.
Dias depois ao retornar à mansão, encontra pela primeira com Marina, que o apresenta a Germán, seu pai. Pouco a pouco, a vida dos três - quatro se contar Kafka, o gato, começaram a fazer parte uma da outra. O bastante para que Marina compartilhasse um mistério com Óscar.
Todo último domingo do mês, às 10h, uma dama, toda vestida de negro entra no cemitério de Sarriá, um lugar que poucos conhecem, com uma rosa vermelha na mão e a coloca em um túmulo sem nome, apenas com a figura de uma borboleta ou mariposa preta de asas abertas.
Óscar e Marina decidem investigar e descobrem que aquele mistério envolvia memórias esquecidas, perigo e algo inimaginável a espreita.
Ambos têm que lidar com as consequências de suas escolhas, enquanto cuidavam de suas próprias vidas.
***
Zafón construiu uma história que se reinventa, nos desafia, parte nossos corações e depois cola pedacinho por pedacinho (só pra poder quebrar de novo). É um livro que me fascinou e me cativou em todas as suas páginas.
Altamente descritivo, faz com que a gente se identifique com os personagens. É um suspense / romântico gótico que faz a gente querer mais.


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