23 de abr de 2016

O Cemitério | resenha.








Primeiramente: feliz dia mundial do livro à todos! Desejo à vocês, que tenham tempo para concluir todas as leituras atrasadas.


Hoje era para ser o último dia da Semana Literária, mas graças a minha falta de organização, perdi dois dias, então para cumprir o desafio (bem louco) vou postar uma resenha amanhã e definitivamente encerrar com chave de ouro, com um livro que, com certeza, foi a mais surpreendente das leituras desses primeiros quatro meses de 2016.

A primeira vez que o postei, fiquei empolgada demais e acabei enchendo a resenha de spoilers, depois que notei meu erro, resolvi que leria o livro novamente e mudaria algumas coisas, então, sem mais delongas vamos à resenha do meu livro de terror preferido no mundo, do meu autor preferido no mundo!

***

Era 2011, a tarde estava nublada, e eu estava nem um dos meus passeios ao sebo. Perguntei se havia chegado algo novo do King, e me deparei com um exemplar do livro que mudaria os meus conceitos sobre terror. A edição que estava em minhas mãos era a primeira lançada no Brasil, e só por isso comprei.
Fui embora com um sorriso no rosto que logo, logo iria desaparecer.





"O simitério" de animais


Louis Creed é um médico que recebe convite para trabalhar em uma enfermaria numa universidade do Maine, ele muda-se com sua família e seu gato para uma casa grande, bonita e perigosa por ser perto de uma estrada. Logo conhece seu vizinho, Judson Crandall. Os dois se gostam logo de cara.

Ellie, filha Louis, avista uma pequena trilha que leva a uma mata fechada, porém sua esposa, Rachel, não se sente muito confortável em leva-la até lá, então Judson oferece para levá-los algum dia.


Os Creed se instalam e Jud cumpre a promessa os levando pela trilha adentro, o que encontram ao final é um pequeno cemitério para animais, ou melhor, “Simitério de Animais”. Um lugar construído por crianças que perderam os seus bichinhos naquela estrada perigosa, o mais incrível é a quantidade de lápides e uma espécie de “paredão” de árvores.  


Logo em seu primeiro dia de trabalho, Louis tem uma experiência traumática. Um garoto, chamado Victor Pascow, tem um acidente de moto, e infelizmente falece nas mãos do Doutor. Não antes de deixá-lo mais perplexo ao mencionar o “simitério de bichos” e dizer a seguinte frase: “— O solo do coração de um homem é mais empedernido, Louis.  Um homem planta o que pode... E cuida do que plantou.”

 

O doutor volta para casa ainda com aquela história na cabeça, e à noite, tem um pesadelo com Pascow. Ele o leva pela mesma trilha percorrida por Louis, Jud, Rachel, Ellie e Cage, parando perto de uma das lápides, apontou para aquele amontoado de árvores e deu um aviso: “-Não ultrapasse este limite, doutor, por mais que tenha vontade de fazê-lo. A barreira não foi feita para ser violada. Não esqueça: há mais poder aqui do que o senhor imagina. Isto é um lugar velho e está sempre inquieto. Não esqueça!”
Louis acordou na manhã seguinte com os pés cheios de barro, e logo concluiu que aquilo não foi um mero pesadelo.

Os meses se passaram e Rachel e as crianças foram visitar os pais dela em Chicago, Louis tinha uma relação conturbada com os sogros, por isso não foi junto. Ellie estava apreensiva com a viagem, pois teria de deixar Winston Churchill na casa, porém o pai prometeu não deixar que nada acontecesse ao gato, foi aí que tudo mudou. No dia seguinte a viagem de sua família, Louis recebeu uma terrível notícia: Jud encontrou o gato morto na frente do seu quintal.

Ao verificar a cena e constatar que, de fato, era Church, Louis cogitou a ideia de enterrá-lo no “simitério”, Jud (que estava meio estranho), limitou-se a pedir que o doutor o esperasse. Voltou trazendo uma lanterna, uma picareta e uma pá, e seu comportamento continuava muito estranho.


Ao chegar na clareira, eles pararam, Louis achou que por fim poderiam enterrar o gato, mas seu vizinho continuou. Subiu aquele paredão de árvores, e Louis lembrou-se vagamente do que Pascow havia dito no "sonho". Jud parecia hipnotizado, andava e não olhava para os lados, ignorava Louis por vezes. Eles desciam por um caminho barrento e então Jud parou, alguma coisa sinistra estava no ar. Louis sentiu que algo se aproximava e teve a certeza de ouvir um riso estridente e maligno, Jud jurou que eram apenas gralhas. Subiram quarenta e cinco degraus, até chegarem em uma espécie de platô.


Jud explicou que lá era o cemitério dos micmacs, construído há milhares de anos, onde eles enterravam seus mortos. Jud entregou a pá e a lanterna para o doutor, e disse que “aquilo” era uma coisa que ele tinha que fazer sozinho. Louis Creed não entendeu, mas enterrou Church naquele lugar estranho. Voltaram silenciosamente, e Jud continuava absorto em pensamentos.


Já em sua casa Louis começou a fazer perguntas sobre o que eles tinham acabado de fazer, Jud afirmou que só haviam enterrado Church e mais nada. Porém, antes de ir embora, assumiu de novo aquele tom sombrio e disse ao vizinho “O solo do coração de um homem é mais empedernido, Louis... como o solo que existe lá em cima, no velho campo onde os micmacs enterravam seus mortos. Perto da superfície há logo uma rocha... Mas um homem planta o que pode... e cuida do que plantou”.
Na manhã seguinte acordou com a visita inesperada de Church só que não parecia mais o gato dócil e amável de sua filha, ele fedia, tinha o olhar vazio e estava bem mais arisco. Compreendeu então o que Jud Crandall havia mostrado a ele.

 

***


Foi adaptado pro cinema, virou uma música dos Ramones e teve várias edições lançadas mundo afora.

Primeiramente publicado por “Richard Bachman”, pseudônimo de Stephen King, "O Cemitério" provavelmente é um dos livros mais aterrorizantes dele, pois o autor não tinha certeza se queria terminá-lo ou não. Stephen King se assustou com a própria história.

 


Título Original: Pet Sematary
Autor: Stephen King
Ano de Publicação: 1983
Número de Páginas: 424
Editora: Suma de Letras
Classificação: Literatura Estrangeira; Terror

 


6 comentários :

  1. Eu quero MUITO ler esse livro. Todas as resenhas que vejo dele, me deixam com mais vontade ainda hahaha!

    Obs: Enquanto eu lia a resenha a porta aqui do quarto ficava batendo na parede o.o

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    1. Leia durante o dia, vai por mim. É uma experiência menos traumática. Eu adoro ler, escrever e falar sobre ele... Mas acho que não tenho mais coragem de ler de novo.

      Sobre a sua observação, se esconde embaixo das cobertas! Que medo... haha

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  2. OMG.... Eu quero muitooo ler esse livro, sério... Por enquanto só li Misery e Carrie do Stephen King, tenho muita vontade de ler It, o iluminado e o cemitério O.o
    Eu sei que essa capa é da primeira edição, mas não gostei muito dela. Gosto da nova da Suma de Letras na qual tem um gato, mas isso é porque muitas vezes para mim a capa tem que complementar o livro kkk

    Vc já o iluminado? Dizem que é o mais aterrorizante dele, se vc leu, o que achou?
    Beijos ^^ e fiquei feliz de encontrar alguém com o gosto literário parecido com o meu!

    www.curiosametamorfose.blogspot.com.br

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    1. Você não vai se arrepender e esquece: O Cemitério é mil vezes pior que "O Iluminado", já li sim, mas faz muito tempo... eu gostei muito, principalmente as cenas de terror, como só o King é capaz de arquitetar. Pretendo ler esse ano de novo, mas lá pra frente.
      "It" eu nunca li porque eu tenho fobia de palhaços, medão mesmo, então não posso opinar.
      Gosto bastante dessa capa, e gosto também da que a Suma fez, realmente lembro do Church o tempo todo. Você já viu a adaptação que fizeram desse livro?

      Também fiquei muito feliz <3
      Beijocas e volte sempre <3

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    2. OMG sério que é mais assustador que O iluminado? :0
      Das adaptações dos livros do king eu só o de It, e eu amei, mesmo todo mundo dizendo que é mau feito kkkk Mas se você tem medo de palhaço fica complicado O.o
      Eu assisti há algum tempo e não sabia que era uma adaptação de um livro, porque eu prefiro ler o livro primeiro sabe? Mas como eu não sabia acabei assistindo, já Pet Semetary e The shinning eu quero ler o livro e depois ver o filme ^^
      Falei muito aqui hahaha Beijos

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    3. Opa! Infinitamente mais, Lana. Pra você ter noção: teve uma noite, que eu praticamente sonhei que eu era o Luis e tive todas as sensações do livro, cara... ele mexe direto no psicológico <3

      Adoro pessoas que falam muito, principalmente sobre King. Já viu 1408? É adaptação também...

      <3

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