22 de set de 2016

[#CafofoMovieNight] À Espera de Um Milagre | Semana Especial Stephen King #05

Eu adorava assistir Tela de Sucessos no SBT e nem sabia o porque. Várias adaptações do King eram reprisadas mensalmente: Carrie, O Iluminado, À Espera de Um Milagre... Sim! O filme mais reprisado na TV aberta, depois de "A Lagoa Azul" e "De Volta À Lagoa Azul" é baseado em um conto do Tio King. 


Inicialmente o filme me fazia chorar só por causa do ratinho, o Sr. Jingles, mas conforme fui crescendo e realmente entendendo o que, de fato, significava o filme, eu passei a chorar pelo Sr. Jingles e por todo o resto. 

Ah sim, e sobre o que será esse post? Um intercalado entre filme e livro, ambos ótimos, só que tem um detalhe: eu abandonei o livro "À Espera de Um Milagre".



O Querido John do Tio King

"1935, no corredor da morte de uma prisão sulista. Paul Edgecomb (Tom Hanks) é o chefe de guarda da prisão, que tem John Coffey (Michael Clarke Duncan) como um de seus prisioneiros. Aos poucos, desenvolve-se entre eles uma relação incomum, baseada na descoberta de que o prisioneiro possui um dom mágico que é, ao mesmo tempo, misterioso e milagroso." (fonte: adorocinema)





No filme, conhecemos a história de Paul Edgecomb, um guarda que trabalha numa penitenciária aonde os presos vão para morrer, literalmente. É uma história sobre a cadeira elétrica. Edgecomb conduzia os presos (78 ao total), num lugar como este, você escuta todo tipo de história bizarra, mas em 1935, John Coffey o faz duvidar da própria sanidade e da acusação do novo preso.

Coffey, um homem extremamente alto, forte e negro (lembrem-se que na década de 30, negros eram discriminados em nível absurdo), que foi acusado de ter brutalmente assassinado duas irmãs (brancas), mesmo ele tendo alegado que era inocente. Coffey não causava problemas, apesar do tamanho, era pacato e aos poucos, ele e o policial Edgecomb  foram estabelecendo uma certa amizade e cada vez mais, o policial desacreditava que havia maldade no grandalhão. Havia algo em Coffey, mas certamente não era algo ruim. 


Coffey parecia absorver a dor dos outros e Paul podia jurar que ele, de alguma forma, o havia curado, mas era surreal demais para se acreditar naquilo. John estava fadado a morrer na cadeira elétrica, Edgecomb o conduziria, mas sua cabeça era um turbilhão de pensamentos e um conflito interno foi inevitável.

*** 

Assisti ao filme muitas vezes quando criança, mas conforme fui crescendo, "À Espera de Um Milagre" tornou-se um filme que me deixava extremamente depressiva. De certa forma, isso é uma coisa boa, pois o filme tocava as pessoas da mesma forma que o livro tocou. Apesar de parecer desencorajadora, "À Espera de Um Milagre" é, sem dúvida, a melhor adaptação dos livros do King

Vou contar uma coisa à vocês, durante anos, a imagem de John Coffey ficou em minha cabeça. A cena em que ele levava as irmãs no colo e chorava por elas, me dá calafrios até hoje, conheço muitas pessoas que tiveram essa cena guardada na memória - o diretor do filme, Frank Darabont, acertou em cheio no coração das pessoas. 

Ah, já ia me esquecendo: por que eu abandonei o livro, se Stephen King é um dos meus autores favoritos? Simples! O livro começou a ser perturbador demais para mim. Imaginava Coffey sofrendo, chorando e simplesmente, minha mente foi muito além - King provoca isso nas pessoas.


Título Original: The Green Mile
Direção: Frank Darabont
Elenco Principal: Tom Hanks; Michael Clarke DuncanDavid MorseJames CromwellJeffrey DeMunnBarry PepperMichael JeterGraham GreeneDoug Hutchison;  Sam Rockwell.
Ano de Lançamento: 1999
Duração: 03h 09m
Gênero: Drama; Fantasia
Nota: 5/5


4 comentários :

  1. AMO ESSE FILME
    hey!
    Sempre que passava no sbt eu estava lá assistindo, nunca que eu iria imaginar que era baseado num dos livros do King, só descobri quando fui ler "Saco de Ossos".
    Esse filme é um dos meus favoritos, é triste e doloroso e triste de novo, estou pra ler o livro ainda, a carga de sentimentos deve ser mil vezes maior.
    Coffey como o café ❤️

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    1. Ah, eu também, eu também.
      SBT ganha pontos comigo toda vez que reprisa algum filme do King, haha. Eu também só descobri quando li em uma capa de algum livro dele e fiquei CHO-CA-DA. Pensei "nossa, como é possível?", haha.

      Realmente, Agatha, logo nas primeiras páginas já dá pra sentir o que vem pela frente. Por enquanto, não tenho maturidade emocional para terminar de ler, hahaha.

      Beijocas <3

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  2. Indiquei seu cantinho lindo para o prêmio Dardos Bloggers. Passa lá pra conferir!

    Beijooooo!

    http://mundoliterariodacecy.blogspot.com.br/2016/10/premio-dardos-bloggers.html

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  3. Awnn, não assisti ainda! Mas já ouvi falar muito dele, realmente dizem que é muto bom e emocionante. Obrigada pelo post!

    Aproveito pra te avisar que te indiquei pra uma TAG:http://eusouumpoucodecadalivroqueli.blogspot.com.uy/2016/12/tag-complete-frase.html

    Um beijão!

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