19 de abr de 2016

O Pequeno Príncipe | resenha.





Fiquei muito em dúvida se deveria ou não postar essa resenha, já que (além de ser um dos livros mais vendidos), é um livro muito resenhado. Porém, cada leitor tem uma impressão e uma conexão com este livro – ele é diferente para cada um. Portanto estou aqui para lhes contar como o principezinho tem um espaço no meu coração.

Eu sou uma pessoa muito estabanada e quando é para fazer silêncio, aí que eu acabo fazendo (involuntariamente) mais barulhos. Era meados de junho de 2011 (lembro porque minha banda favorita lançou um CD por esses meses) e eu estava na biblioteca, como sempre fazia depois das aulas. Ela estava incrivelmente quieta e de repente minha bolsa esbarrou em uma estante, levando consigo vários livros e quando eles caiam no chão, faziam um barulho enorme. Esse é um daqueles momentos que você quer morrer de vergonha, mas com toda a classe que ainda me restava, coloquei os livros em seu devido lugar. Como nada estava tão ruim que não podia piorar, alguns livros mais caíram ao chão e de repente, ele estava lá. Naquela noite enquanto lia “O Pequeno Príncipe” pela primeira vez, o menino me visitou em sonhos.





Será que o carneiro comeu a rosa?

 
 
"Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida."

 
 
 
 
 
Um aviador com alma de criança, que sabia desenhar elefantes dentro de jiboias, sofreu uma pane no meio do deserto do Saara. Como estava a milhares de km da civilização, julgou ser o seu fim, pois só tinha água suficiente para oito dias. No dia seguinte a queda, uma voz de menino o acordou e o Aviador achou que estava delirando, o menino de cabelos louros e cachecol vermelho, pedia ao homem que lhe desenhasse um carneiro, mas o homem negou e disse que só sabia fazer elefantes dentro de jiboias. Parecendo não escutar, o pequenino repetiu o pedido até que o homem (vencido pela curiosidade) lhe fez o danado do desenho.

O pequeno príncipe, criança marota de riso espontâneo, viera do asteroide B612, planeta pouco maior que uma casa que possuía três vulcões (sendo um adormecido) e uma rosa que ele cuidava com todo amor e carinho. A todo instante preocupava-se com a sua rosa, tinha medo que o carneirinho pudesse comê-la, mas aos poucos, o aviador foi acalmando o menino.



Sentia-me desajeitado. Não sabia como alcança-lo, como me aproximar dele... É tão misterioso, o país das lágrimas!”



A medida que menino e homem conviviam, o principezinho contava suas aventuras e sobre quem encontrou na sua viagem, a maioria eram homens-grandes que estavam mais preocupados com suas vaidades ou até mesmo com suas responsabilidades, que lhes faltava tempo para fazer coisas simples, encontrar a felicidade nelas. Contou que veio à Terra porque um velho geógrafo (no sexto planeta que o príncipe visitou) o aconselhou que fosse, pois “Ele tem uma boa reputação”.

Chegando nela encontrou uma raposa, que lhe ensinou o que era cativar alguém; encontrou homens vaidosos também, preocupados demais para olhar as paisagens e querendo poupar tempo em tudo o que faziam; encontrou uma serpente venenosa e flores. Lembrava-se a todo instante da rosa que ele cativou, que ele era responsável. Sentia saudades dela, sentia medo de que seus quatro espinhos não pudessem lhe defender e foi aí que decidiu: iria voltar para casa.


***
 
 

Cinco anos após, reli “O Pequeno Príncipe” - agora com uma visão de “gente grande”. E é engraçado como os “ensinamentos” do principezinho são aplicáveis mais ao que vivo hoje em dia, do que vivia na época.

Desde sua publicação foi um sucesso de vendas, tendo inúmeras adaptações para teatros, televisão e cinemas do mundo todo.

Um livro para aqueles que enxergam com os olhos da alma e tem uma eterna criança espontânea dentro de si.


Título Original: Le Petit Prince
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Data de Publica
çã
o: 1943
Número de P
áginas: 92
Editora: Escala
Classifica
çã
o: Literatura Francesa; Infanto-Juvenil.
Aonde Comprar: 

Saraiva


2 comentários :

  1. Ahhh! Eu acho que sou a única pessoa que não leu esse livro :( Quero muito ler ele! Ótimo resenha, Beca. Só me fez ter mais vontade de lê-lo hahaha!

    Beijão.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ah Lidi, certeza que com sua essência de poeta você vai amar!

      Beijocas

      Excluir