18 de abr de 2016

Guerra Civil | resenha.


Eu nunca tive muito “contato” com super-heróis na infância e o máximo que assistia era Liga da Justiça e Super Shock. Nunca tinha dado tanta importância, até conhecer meu marido que realmente me apresentou o mundo dos heróis e fez com que eu me apaixonasse por este universo.
Só que tinha um problema: nunca gostei muito de HQ's, elas me dão sono. Até que nesse mês encontrei uma solução: os livros romanceados da Marvel.

Em meu pequeno workshop com meu marido e com os filmes que assistíamos juntos, adquiri um favoritismo com tudo do universo Marvel, então não pensei duas vezes: comprei o livro Guerra Civil, aproveitando que esse mês tem o filme que estreia dia 28.

 
AVISOS
  • O livro é uma adaptação dos quadrinhos e já adianto que se manteve muito fiel a eles;
  • Quem é Buck?
  • O livro NÃO é sobre o Capitão América.
  • Inevitáveis Spoilers

Resistência x Iniciativa

Homem de Ferro e Capitão América: dois membros essenciais para os Vingadores, a maior equipe de Super-Heróis do mundo. Quando uma trágica batalha deixa um buraco na cidade de Stamford, matando centenas de pessoas, o governo americano exige que todos os super heróis revelem suas identidades e registrem seus poderes.
Para Tony Stark – o Homem de Ferro – é um passo lamentável porém necessário, o que o leva a apoiar a lei. Para o Capitão América, é uma intolerável agressão à liberdade cívica. Assim começa a Guerra Civil.”

 
Começamos o livro acompanhando um reality show dos Novos Guerreiros, um grupo de heróis adolescentes que transmitem suas batalhas para a TV. Porém os adversários não sabem disso, não há nada combinado. Infelizmente o grupo liderado por Radical, atacou super-vilões mais fortes do que eles e uma catástrofe aconteceu bem no centro de Stamford: um vilão, com medo de ser pego, preferiu a morte explosiva, do que a cadeia, matando assim homens, mulheres e crianças – cerca de 900 mortes.

Capitão e Homem de Ferro discutem sobre o acontecido e como isso vai afetar a comunidade de Super-Humanos. A S.H.I.E.L.D. e o governo americano já estavam na “cola” deles, afim de sancionar a Lei do Registro de super-humanos. Mas as opiniões estavam muito divididas a respeito. Aos heróis que possuíam família, era um risco a mais a se correr.

Tony Stark estava a frente de tudo, controlando tudo o que podia e obviamente, estava controlando essa situação também, ele tinha de dar uma resposta ao mundo. Todas as pessoas normais da Terra estavam amedrontadas, Super-Heróis e Super-Vilões nasciam a cada instante e quando se encontravam, uma super-luta era inevitável. Foi aí que ele decidiu: estava a favor da lei! Iria fazer com que todos se registrassem, iria trabalhar ao lado da S.H.I.E.L.D. dessa vez, queria tirar o peso de sua consciência, dormir em paz.

Longe dali, Capitão América estava falando com a nova Diretora em Exercício da S.H.I.E.L.D. justamente sobre a nova lei. Ela queria convencê-lo de se juntar a Tony, seu amigo, na luta contra o medo dos civis. Tudo que conseguiu foi uma demonstração dos superpoderes do supersoldado e então há duas semanas da lei entrar em vigor, Capitão América virou um procurado da justiça.

A lei afetou a todos os Super-Humanos e obviamente houve uma divisão nos Vingadores, no Quarteto Fantástico. Tony Stark recrutou de vilões à deuses do Olimpo e pretendia fazer um exército em cada um dos cinquenta estados, com super-humanos treinados – como policiais – para não assustar os civís. Enquanto estava “ocupado demais” cuidando de suas tropas, mal notava que o crime estava sendo combatido por um novo e misterioso grupo chamado Resistência, que nascia em uma antiga instalação da S.H.I.E.L.D., conhecida apenas por Nick Fury (in memorian) e Capitão América (com sede de lutar pelo que era de direito de todos: liberdade cívica). Quando notou o que estava acontecendo, uma sangrenta e fatal batalha aconteceu.

Capitão América e seu grupo caíram em uma armadilha de Stark e ambos os “ex-amigos” lutaram como dois inimigos cheios de ódio e a briga só acabou, porque Thor matou Golias, com um chocante raio de seu martelo no peito. Nesse momento, parecia tudo acabado, até que Sue Richards, a Mulher Invisível, ajudou a Resistência e eles escaparam, com três membros a menos, não sem antes Capitão América jurar vingar a morte de seu amigo e saber que realmente estava no caminho certo. Guerra foi decretada, pessoas machucadas e relações eternamente abaladas.

***

Escrever uma história já escrita em forma de HQ's deve ser algo completamente difícil de se fazer, mas o próprio autor de Guerra Civil diz que Stuart Moore fez um trabalho impecável.
Ler algo desse tipo foi uma experiência bem diferente para mim, mas eu adorei, cada momento.
A leitura não é cansativa, pelo contrário, é bem agitada.

A edição gráfica é linda! A capa do livro é linda! O Capitão América é lindo... Não, espera. Desculpem a empolgação.

Mal posso esperar para ver o filme e resenhar pra vocês. A história dele vai ser bem diferente, mas se ela for boa... quem liga?
Se eu tivesse que dar uma nota ao livro, daria 4/5 (só porque o Steve não teve muito destaque no livro).

E aí, gostaram? Já leram mais livros assim? Me contem, quero saber as opiniões.


Título Original: Civil War – a novel of the Marvel Universe.
Autor: Stuart Moore
Data de Publicação: 2015
Número de Páginas: 398
Editora: Novo Século
Classificação: Ficção; Literatura Norte Americana
Aonde Comprar: 

2 comentários :

  1. Os filmes da Marvel nunca me chamaram a atenção, mas tenho vontade de ver para ter a certeza se vou gostar ou não. Quanto ao livro, parece ser bem legal. Quem sabe eu não animo e leio, né? haha.

    Beijão, Beca.

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    Respostas
    1. Ahhh Lidi, se você gosta de efeitos especiais e ótimas referências, certeza que vai gostar dos filmes!
      O livro é contagiante, legal e completamente elétrico.

      Beijocass

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