6 de jan de 2014

Love, a história de Lisey | resenha.



Primeiramente: feliz ano novo!
Sei que andei um pouco sumida, mas foi por um bom motivo. Dia 04/12 nasceu minha pequenininha e antes de dezembro, eu estava correndo com os últimos preparativos. Mas isso não significa que eu passei esses meses sem ler, pelo contrário. Li dois livros, por isso farei um combo pra vocês. Portanto hoje postarei sobre o meu autor preferido: Stephen King.
Ambos os livros que eu li, ganhei do meu noivo. Love, ganhei por livre e espontânea pressão. Há tempos queria ler e confesso que estava meio desanimada no começo, mas quando eu peguei firme na leitura, descobri o livro mais interessante do mundo.
 
 

"Lisey Landon compartilhava uma intimidade profunda e às vezes assustadora com seu marido, Scott, um escritor célebre e cheio de segredos. Um desses segredos era a fonte de sua imaginação, um lugar com a capacidade de curá-lo ou destruí-lo. Agora, dois anos depois da morte de Scott, chega a vez de Lisey enfrentar os demônios de seu marido, embarcando em uma perigosa viagem na escuridão que ele habitava. Love é uma parábola sobre a imaginação e o amor, e sobre o poder do amor de transformar e de salvar."


Stephen King é um daqueles autores que gostam de te deixar com vontade de espiar as próximas páginas em busca de algumas respostas, mas dessa vez eu resisti.
 A história, em si, é sobre Lisey Landon tentando superar a morte de Scott e reunindo forças para aplacar aquele vazio deixado dentro dela. Então, depois de dois anos ela e a irmã mais velha, Amanda, estão despachando as coisas dele. Scott era escritor de contos de terror (qualquer semelhança com o autor do livro é mera coincidência), tinha ganhado vários prêmios e morrera num dia muito quente, atingido por um tiro de um “fã”. Lisey ficara com ele, tentando mantê-lo vivo, e ele por sua vez sabia que dessa vez seria o seu fim. Grande parte do livro é composta por lembranças, e somos apresentados à maneira carinhosa que Scott chamava a esposa: babyluv, a alguns fatos do dia do homicídio e a companheira de Lisey: a pá que ela usou para impedir um segundo tiro em seu marido.
 O livro segue, na primeira parte apenas lembranças, e é lá pela página 97 que as coisas começam a ficar mais interessantes. Somos iniciados ao “bool di sangue” (não, eu não escrevi errado). Bom, vocês devem estar se perguntando “o que é um bool?”, devo dizer que nada mais é do que uma caça ao tesouro (creio que o bool deve ser o prêmio). Scott e seu irmão costumavam brincar disso quando eram pequenos. Tinham bools longos e curtos, quem iniciava era Paul, sempre a primeira e a última dica eram iniciadas com “BOOL!”. Bom, adiantei um pouco as coisas, só para poder explicar a vocês o que é essa palavrinha chata que aparece o tempo todo no romance.
 Lisey então recebe uma ligação de um cara que não se identifica, depois de muito insistir ele se dá o nome de “Zack McCool”, o cara é um tanto quanto estranho. Ele diz que é melhor ela entregar os papeis manuscritos do falecido para o professor Woodbody ou ele vai machucá-la “em lugares que ela não deixava os garotos meterem a mão em bailes da escola”. Por mais que era esperado que Lisey ficasse atordoada, ela mandou o tal Zack para um lugar bem feio e ficou... irritada, afinal ela tinha que correr para a casa de Amanda pois a irmã tinha acabado de cometer um bool di sangue
Mais lembranças se seguem (que se eu contar vai perder toda a magia do livro) e Lisey vai dormir na casa de Amanda, para o caso dela querer se cortar de novo. As duas dormem juntas, e um pouquinho antes de amanhecer Lisey acorda. Está perdida em seus pensamentos quando escuta Amanda falar “babyluv”. Ela pensa estar sonhando. Só o marido sabia o que era um bool, só ele a chamava de babyluv. O mais estranho é que Manda continua falando, Amanda ou Scott. Ele diz que deixou um “bool” pra ela. Um “bool” bom, não um “bool di sangue”, mas que o “bool di sangue” estava para vir.  Depois disso, Lisey ficou paralisada e Amanda “saiu do ar”. Ela foi levada para uma clinica psiquiátrica e Lisey tentou decifrar tudo aquilo. Somos então apresentados ao coração escuro de Scott.
Boo’ya Moon era um lugar mágico, lindo, com cheiros e cores deliciosos. Tinha uma floresta, um grande lago e criaturas. Era um lugar seguro, de dia. À noite o lugar tomava outras formas, criaturas estranhas saiam de seus esconderijos, porém uma coisa muito mais assustadora espreitava-se na floresta. Scott costumava chamá-lo de “garoto espichado” e por esse motivo não olhava-se no espelho à noite nem em coisas que dava para ver seu reflexo.  No início Lisey pensou ser apenas fruto da imaginação de duas crianças, mas conforme o tempo foi passando ela foi se dando conta que aquilo era muito mais complexo.

Depois de deixar Manda Bunny na clínica, Lisey voltou sozinha para casa. Quando chegou, sua secretária eletrônica estava piscando e ela pensou que fosse uma de suas outras irmãs, resolveu deixar para lá. Foi ao antigo escritório do falecido marido e quando ela chegou lá, percebeu que alguém tinha entrado no lugar. Aliás, esse alguém estava lá e ela estava vendo: “Zack McCool” a chamando de madame. Depois de uma discussão e xingamentos, Zacky machucou-a tanto que Lisey  desmaiou de dor.
Ao acordar, ela lembrou da primeira vez que presenciara um bool di sangue e de como Scott curou-se rápido e naquele instante ela soube que precisaria ir até Boo’ya Moon.


***
 
Ok, a primeira vista o livro parece ser isso não é?! Errado. Foi uma tarefa difícil resumir, mas eu consegui. “A verdadeira história de Lisey” vem a seguir. Não vou contar sobre ele, pois é muito revelador, então leiam. Vale a pena. A leitura é bem parecida com o “Buick 8”, em que ele não é direto em relação ao que os personagens temem, e isso é o que faz nossa mente divagar. Esse livro é ligado ao fantástico e dá asas a imaginação.
 Nesse thriller, King mostra porque é um dos melhores autores da atualidade. Ele consagrou-se porque é o “rei do terror”, mas em Love, ele mostra mais que isso. Posso afirmar que esse livro não é de terror ou suspense. Esse livro fala de ausência, expõe os sentimentos (que muitos de nós passamos e não conseguimos explicar), fala de perda, de dor, mas sobretudo, fala do amor mais simples e puro e de uma forma muito bonita.
 A leitura não é fácil, exige comprometimento. Mas em cada página esse comprometimento é recompensado.
 Ah, e apesar de Stephen King afirmar com veemência, que o livro não é sobre ele e que as pessoas criam expectativas sobre sua personalidade e sentimentos, podemos encontrar várias semelhanças com sua vida, como o fato do autor principal ser um autor de livros de terror, ser perseguido por fãs paranoicos, seus livros serem dedicados à sua esposa... enfim, várias delas.

Título Original: Lisey's History
Editora: Objetiva
Ano de lançamento: 2008
Autor: Stephen King
Número de Páginas: 542
Classificação: Terror; Literatura Americana
Aonde comprar:
Livraria Saraiva R$72,90 (caro né?! Comprei o meu no sebo por R$20,00)
Livraria Saraiva R$32,00 (edição de bolso)


Um comentário :

  1. Menina, realmente o livro parece ser muito bom! Vou colocar ele aqui na lista agora mesmo! Só achei o preço um pouco salgadinho (os livros do King sempre são assim ¬¬' por isso não tenho um livro físico dele), mas vou esperar um desconto no físico ou no e-book. Vai que...

    Beijos!
    www.crescendoemflor.com

    ResponderExcluir