3 de jan de 2011

Decisões Difíceis: Razão vs. Coração

Sábado enquanto acordava, tentava raciocinar o que a minha mãe havia acabado de me contar.
A notícia de uma morte na família não é nada fácil, ainda mais quando essa morte ocorre nas primeiras horas, do primeiro dia de um novo ano.
Coração pesado. Tinha que me arrumar em dez minutos para ir viajar. Mas a dúvida estava na minha cabeça: Ir Viajar?
Não gosto muito de velório (embora eu queira trabalhar no IML). Não gosto lugares onde há muita tristeza, onde as pessoas se encontram por causa da saudade de um familiar, amigo, irmão querido e sim por motivos tristes. Então, tinha que tomar minha decisão.
Por um momento pensei em ser insensível, ligar para o meu pai e dizer que não ia. Mas ai eu pensei "como vou deixá-lo num momento tão triste?"
Eu não poderia ser tão cruel com ele, com a minha família e comigo mesma a ponto de deixar a minha aversão tomar conta de mim, foi ai que eu decidi que seria hora de pensar e saber que eu não poderia ser egoísta. Todos estamos tristes e abalados. ÓBVIO.

O que eu quero dizer com esta história toda é que tem vezes que nós não podemos pensar apenas no que nos faz bem. No que NOS favorece.
Por mais que seja difícil, por mais que seja uma coisa que você não goste de fazer ou um lugar que você não goste de ir, as vezes é bom passar por cima da SUA vontade.
As vezes pessoas que amamos não voltam mais, e a nossa última chance de vê-las pode ser extinguida por um capricho.

E se por algum acaso você não queira ir por essa pessoa, porque não a conhecia, porque não gostava dela... vá pelo menos por alguém que você ame e sabe que está sofrendo.
Uma perda de alguém que não seja próxima sua pode ser uma coisa "simples"... Para você. Mas com certeza estará sendo difícil para outro alguém. Alguém que você não gostaria de ver sofrer.



Até Logo
Rebeca Lorane

" Em memória do meu tio, Manuel. Sempre vai ficar guardado no meu coração. "

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